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Spedito - 02/06/2004 : 18:33:45
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Tocha olímpica começa 'peregrinação' nesta quarta-feira
Da Redação Em São Paulo
O maior trajeto de todos os tempos da tocha olímpica começa nesta quarta-feira (02.jun). O percurso que visitará cidades nos cinco continentes do planeta, simbolizados pelos cinco anéis da bandeira olímpica, vai mobilizar milhares de pessoas até chegar ao Estádio Olímpico de Atenas, no dia de 13 de agosto para a cerimônia de abertura dos Jogos.

O primeiro destino da chama olímpica, que deixa Atenas, é a cidade australiana de Sydney, quando chega na sexta-feira (04.jun). No dia seguinte será a vez de Melbourne. Depois de dois dias na Austália, a tocha segue para a Ásia e desembarca em Tóquio, no Japão, no dia 6.
Fora da Grécia, a tocha percorrerá, em 35 dias, 78 mil quilômetros nas mãos de 3600 pessoas. Um total de 260 milhões de espectadores deve acompanhar o percurso do símbolo olímpico. Esta será a primeira vez que a chama passará por cidades da África e da América Latina. O Rio de Janeiro, no dia 13 de junho, será a única cidade da América do Sul que receberá a tocha.
O símbolo olímpico percorrerá todas as cidades que já foram sedes de Olimpíadas passadas. Outras cidades terão o privilégio de receber a tocha por causa da sua importância simbólica para os Jogos: Bruxelas, na Bélgica - sede da União Européia -, Lausanne, na Suíça - sede do Comitê Olímpico Internacional (COI)-, e Beijing, na China - cidade que abrigará os Jogos Olímpicos em 2008.
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pubblicato da - Meg in 02/06/2004 19:06:51
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Spedito - 02/06/2004 : 18:38:28
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Depois de 108 anos de espera, Atenas volta a sediar uma Olimpíada. Cenário dos primeiros Jogos da Era Moderna, em 1896, a capital grega resgata ao país sua ligação histórica com o espírito olímpico. Afinal, os Bálcãs foram o berço dos Jogos da Antigüidade que inspiraram o barão Pierre de Coubertin. Atenas desejava realizar a Olimpíada do centenário dos Jogos da Era Moderna, em 1996. Sem apresentar as condições exigidas pelo COI (Comitê Olímpico Internacional), a capital da Grécia foi preterida por Atlanta, nos Estados Unidos.
Disposta a resgatar o evento, Atenas se preparou melhor e acabou finalmente escolhida como sede das Olimpíadas de 2004. Para abrigar a 28ª edição dos Jogos, Atenas venceu a disputa com mais 10 cidades: Buenos Aires (Argentina), Cidade do Cabo (África do Sul), Estocolmo (Suécia), Istambul (Turquia), Lille (França), Rio de Janeiro (Brasil), Roma (Itália), San Juan (Porto Rico), Sevilha (Espanha) e São Petersburgo (Rússia). Na escolha final, em setembro de 1997, Atenas superou Roma por 66 votos a 41.
Para voltar a ser sede do mais importante evento poliesportivo do mundo, o governo grego investiu 4,6 bilhões de euros na construção de novos estádios e ginásios, além da criação de toda a infra-estrutura necessária para acomodar atletas, imprensa e visitantes. A cidade ganhou uma Vila Olímpica, hotéis, novos sistemas de transporte e segurança, além de um novo aeroporto internacional. Os Jogos serão os mais inclusivos de todos os tempos: os mais de 10 mil atletas inscritos representam 201 países, incluindo o Afeganistão, suspenso pelo COI na última edição dos Jogos, e o Iraque, que até o início de 2004 corria o risco de ficar fora do evento.

As disputas acontecem em 38 sedes, entre estádios, ginásios, pistas, piscinas e traçados. O principal palco é o estádio Olímpico de Atenas, onde acontecem as provas de atletismo, a final do torneio masculino de futebol e as cerimônias de abertura e encerramento.
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Spedito - 02/06/2004 : 18:42:41
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HISTORIA
Comparar as Olimpíadas do século 21 aos Jogos da Grécia Antiga pode parecer um exagero, principalmente quando o assunto é organização, profissionalismo e tecnologia. Mas se falarmos da essência olímpica, que é a prática de esportes, essa permanece a mesma. A primeira Olimpíada oficial da Era Moderna foi realizada em 1896, na mesma cidade de Atenas, na Grécia, onde serão disputados os Jogos de 2004.
A criação do evento olímpico, no entanto, data da Era Antiga, de aproximadamente 2500 a.C., quando os gregos realizavam festivais esportivos em honra a Zeus. Apenas no distante ano de 776 a.C. os nomes dos vencedores começaram a ser registrados. Naquele ano, Ifitos (rei de Ilia) fez uma aliança com Licurgo (rei de Esparta) e Clístenes (rei da Pissa) no templo de Hera, no santuário de Olímpia - o que originou o termo olimpíada.
Por meio desse tratado, foi travada uma "trégua sagrada" em toda a Grécia enquanto as Olimpíadas eram realizadas. O prêmio pela vitória seria uma folha de palmeira e uma coroa de ramos de uma oliveira existente próxima ao altar de Zeus. A vitória nos Jogos Olímpicos consagrava o atleta e proporcionava a ele uma recepção de herói no retorno à sua cidade de origem.
Na Olimpíada de 776 a.C., uma forte chuva desabou sobre Olímpia, limitando as competições a uma corrida pelo estádio. Dessa forma, após a única prova, foi conhecido o primeiro campeão olímpico: o cozinheiro Coroebus de Elis, vencedor de uma corrida de 192,27 metros.
Após a primeira Olimpíada, ficou acertado que os Jogos seriam realizados a cada quatro anos, durante os meses de julho ou agosto. Aos poucos, o número de competições foi aumentando, até chegar a dez eventos no quinto século antes de Cristo: corrida, pentatlo, arremesso de disco, salto em distância, lançamento de dardo, luta, boxe, pancrácio, corrida de bigas e corrida de cavalos, tudo isso disputado em cinco dias
Podiam competir todos os gregos que fossem cidadãos livres e que nunca houvessem cometido assassinatos ou outros crimes. A participação feminina estava restrita às corridas de cavalos, sendo que somente as donas dos cavalos poderiam participar.
Com exceção das sacerdotisas de Dêmetra, apenas os homens podiam assistir às disputas. Enquanto aconteciam os Jogos Olímpicos, as mulheres, usando cabelos soltos e túnicas curtas, participavam de uma outra competição, a Heraea.
A decadência dos Jogos Olímpicos da Era Antiga começou em 456 a.C., quando os romanos invadiram e dominaram a Grécia. O espírito original de integração foi aos poucos sendo deixado de lado e as disputas, antes cordiais, passaram a ser encaradas como combates.
A última Olimpíada da Era Antiga foi disputada em 393 d.C., quando o imperador Teodósio I proibiu a adoração aos deuses e cancelou os Jogos. Desde 776 a.C. foram realizados 293 Jogos Olímpicos na Antiguidade.
A celebração dos Jogos Olímpicos ficou adormecida por 1 500 anos. Em 1896, graças aos esforços do francês Pierre de Coubertin foram realizados os primeiros Jogos Olímpicos modernos, na Grécia.
Desde então (com exceção do período que envolveu as duas Guerras Mundiais), os Jogos vêm sendo disputados a cada quatro anos. No século 20, as Olimpíadas viajaram por diferentes países e continentes. Em 2004, após mais de 100 anos, os Jogos Olímpicos Modernos retornam a seu país de nascimento em sua 28ª edição (na prática é a 25ª, pois, apesar de não terem sido realizadas, as Olimpíadas de 1916, 1940 e 1944 entram na conta oficial).
Modalidades da antiguidade
Corrida - era o esporte mais nobre das Olimpíadas da Era Antiga. Até os 13ºs Jogos, em 728 a.C., foi a única competição disputada. Os atletas corriam nus uma distância de um estádio (600 pés ou 192,27 m). Em Olímpia, o estádio tinha formato de "U" e capacidade para 45 mil pessoas
Pentatlo - é a combinação de cinco esportes (salto em distância, corrida, arremesso de disco, lançamento de dardo e luta livre). De acordo com a mitologia, o inventor do pentatlo foi Jasão
Salto em distância - os atletas competiam utilizando halteres em suas mãos e as provas eram disputadas ao som de flautas
Arremesso de disco - esporte que é citado em um poema de Homero, muito apreciado pelos gregos. Inspirou uma das mais famosas obras de arte da Idade Antiga, o "Arremessador de Discos", de Myron
Lançamento de dardo - um dos esportes mais praticados pelos heróis da mitologia grega. Separado em "ekebolon", em que era avaliada a distância alcançada pelo arremesso, e "stochastikon", em que o dardo tem de atingir um determinado alvo
Luta livre - também foi citada pela primeira vez em um poema de Homero
Boxe - um dos esportes mais antigos, representado pela figura de duas crianças em um mural em Thera
Pancrácio - mistura de boxe e luta livre, considerado um dos mais dignos esportes da Antiguidade. Entretanto, na primeira vez em que foi disputado, o vencedor acabou morrendo estrangulado por seu oponente durante a luta
Corrida de cavalos - esporte aristocrático, disputado em hipódromos, com várias modalidades
Corrida de bigas - variação da corrida de cavalos, em que os animais puxavam uma pequena charrete. Tornou-se clássica na mais famosa cena do filme épico "Ben-Hur", de 1959
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Spedito - 02/06/2004 : 19:02:02
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Paises que foram Sede nas Olimpiadas:

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Edited by - Meg on 02/06/2004 19:05:03 |
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Spedito - 04/06/2004 : 22:17:59
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02/06/2004 - 18h07 "Zeus" leva a tocha olímpica aos cinco continentes
Da Reuters Em Atenas (Grécia)
Congestionando ruas e fazendo muitos curiosos pararem para vê-la, a tocha olímpica embarcou nesta quarta-feira à noite, sob um forte esquema de segurança, no aeroporto "Elefterios Venizelos" de Atenas, na Grécia, para a maior volta ao mundo da história do símbolo olímpico. Agora, a primeira parada será em Sydney, na Austrália, país que recebeu as últimas Olimpíadas.
 A "Lanterna mágica", casa da Tocha Olímpica nos próximos 38 dias
A tocha chegou ao aeroporto na própria "lanterna mágica" (foto ao lado), que será a sua casa na viagem que vai percorrer 27 países, inclusive o Brasil, nos próximos 38 dias. Ela retorna à Grécia em 9 de julho, quando fará o percurso final para estar no dia 13 de agosto em Atenas, na abertura da Olimpíada.
"Com a tocha olímpica nós estamos enviando uma mensagem da Grécia para todo o mundo", disse a presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos a grega Gianna Angelopoulos, que levou o objeto até o avião que fará o transporte, chamado de "Zeus".
Na cerimônia de despedida, nesta quarta-feira, estavam presentes representantes de cada um dos 26 países por onde a tocha irá passar, com exceção dos Estados Unidos.
Mais de 200 pessoas acompanham a tocha nesta incrível jornada que, ao custo de US$ 45 milhões, vai passar pelos cinco continentes pela primeira vez, inclusive pela África e a América do Sul, quando passará pelo Rio de Janeiro, no domingo 13 de junho.
 A presidente do Comitê Organizador dos Jogos na porta do avião "Zeus"
A australiana Cathy Freeman, atual campeão olímpica dos 400 m, será a primeira de milhares de atletas e personalidades que irão carregar a tocha nesse trajeto. Por sinal, foi ela que acendeu a pira olímpica nos Jogos de Sydney-2000.
A próxima parada da tocha será nos Estados Unidos, entre os dias 16 e 19 de junho, passando pelas cidades Los Angeles, Saint Louis, Atlanta e Nova York, quando passará pelas mãos de celebridades como a atriz Angelina Jolie, além de ex-atletas como Magic Johnson e Carl Lewis.
"Esta jornada realizada pela nossa tocha vai fazer história, trazendo o mundo para os Jogos de Atenas", disse Angelopoulos, que completou dizendo que enquanto o símbolo estiver viajando pelo mundo, os gregos continuarão trabalhando duro para fazer uma grande Olimpíada
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Spedito - 04/06/2004 : 22:20:29
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Trajeto da tocha olímpica no Rio de Janeiro
Da Redação Em São Paulo
Faltando apenas dez dias para a passagem da tocha olímpica pelo Rio de Janeiro, pela primeira vez na história, o COB (Comitê Olímpico brasileiro) divulgou nesta quinta-feira o trajeto que o símbolo irá realizar na cidade maravilhosa.
O percurso escolhido contemplou 19 bairros cariocas (Maracanã, Tijuca, Rio Comprido, Cidade Nova, Centro, Lapa, Flamengo, Catete, Largo do Machado, Laranjeiras, Botafogo, Humaitá, Jardim Botânico, Lagoa, Gávea, Leblon, Ipanema, Copacabana e Urca), incluíndo alguns dos mais conhecidos cartões postais da cidade, como as praias de Ipanema e Copacabana e o estádio do Maracanã.
O Rio de Janeiro foi escolhido pelo Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Atenas 2004, e pelo Comitê Olímpico Internacional, para representar a América do Sul no primeiro revezamento mundial da tocha olímpica. Esta é a primeira vez que ela irá passar por uma cidade da América do Sul.
O revezamento vai levar cerca de 120 atletas e celebridades às ruas do Rio, que devem ficar tomadas pela multidão no próximo domingo 13 de junho no percurso da tocha, que vai começar às 9 da manhã e terminar às 16 horas.
"O mais importante é que a própria sociedade se manifestou e mostrou o interesse em realizar estes eventos", disse Carlos Roberto Osório, diretor de Relações Internacionais do COB, na coletiva de apresentação do roteiro da Tocha no Rio. Segundo o dirigente, o objetivo é fazer um evento inesquecível junto à população da cidade.
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Spedito - 13/06/2004 : 00:28:40
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12/06/2004 - 09h24 Tocha chega à África do Sul e é entregue a Nelson Mandela
Das agências internacionais Na Cidade do Cabo (África do Sul)
Há um dia de chegar no Rio de Janeiro, a tocha olímpica chegou na Cidade do Cabo, na África do Sul e foi entregue ao ex-presidente do país, Nelson Mandela.
A chama, pela primeira vez no continente africano, foi passada às mãos do Mandela em frente a prisão Robben Island onde passou 18, dos 27 anos em que ficou detido.
 Mandela ergue a tocha olímpica em frente a prisão onde ficou detido por 18 anos
"Para mim é uma honra ter de carregar a tocha em Robben Island, pois passei muito tempo aqui e me identifico com o lugar", disse Mandela.
O desfile pela cidade será a pé, em teleféricos e por helicóptero, num trajeto de 57 quilômetros que irá percorrer os principais pontos turísticos da cidade.
Além de Mandela, participam do desfile estrelas da música local, estudantes e até um idoso de 100 anos de idade. O país está na rota das 27 cidades que recebem a tocha olímpica por ocasião das comemorações aos 10 anos que o país abandonou o sistema discriminatório racial do Apartheid.
A chama partiu de Atenas no último dia 4 de junho e já passou por Sydney (AUS), Melbourne (AUS), Tóquio (JAP), Seul (CDS), Pequim (CHI) e Nova Déli (IND) e no Cairo (EGP). Amanhã, ela chegará no Rio de Janeiro, única cidade da América do Sul a receber a chama olímpica.
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Spedito - 13/06/2004 : 23:20:27
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A TOCHA NO BRASIL!!!!!
13/06/2004 - 13h55 Emoção marca começo do desfile da tocha olímpica
Da Redação Em São Paulo
O atleta do século Edson Arantes do Nascimento, Pelé, deixou o estádio do Maracanã e ao entrar nas ruas, foi ovacionado pelo público e, emocionado começou a chorar. Daí em diante, levou a tocha andando e a entregou a Marcio Santos, de 14 anos, que pertence a uma Organização não Governamental (ONG) de futebol.
 Chorando muito, Pelé conduz a tocha pelas ruas do Rio de Janeiro
Como Pelé, Marcio caminhou com a tocha e recusou o pedido dos fiscais de correr. E foi assim durante quase toda a manhã. O maior jogador de basquete do país, Oscar Schmidt recebeu a tocha e fez a mesma coisa. "foi uma curtição poder carregar a tocha. Eu disse aos fiscais que me pediram para correr que passaria que eu ia aproveitar o máximo que pudesse, pois havia pouco tempo", confessou Oscar.
O público lotou as ruas para acompanhar o desfile, além de bandas tocando marchinhas e baterias de escola-de-samba. Todos os atletas estavam emocionados com o momento.
A jogadora da seleção brasileira de vôlei, Fernanda Venturini, vibrou com a notícia de que ficaria com a tocha que carregou. "É mais um troféu marcante na minha vida e vou colocá-lo junto com minhas medalhas olímpicas", disse a levantadora.
No Sambódromo, a bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel animava o revezamento. As jogadoras de basquete Paula e Janeth Arcain celebraram a passagem e comemoraram a chance de participar do evento. "Isso é um estímulo para que as crianças pratiquem esportes e é um exemplo do caminho que elas devem seguir", disse Paula.
Outro grande nome do futebol e treinador da seleção japonesa, Zico também participou do revezamento. "Foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida", disse o ex-jogador.
Danielle Hypólito, da ginástica artística, já havia passado pela experiência nos Jogos de Inverno de Salt Lake City, em 2002. "Estou muito empolgada, mais do que ninguém eu sei que é uma honra muito grande participar de um momento como esse", vibrou Danielle.
 Oscar Schmdt brinca com o público durante o desfile da tocha olímpica no Rio
O desfile fez uma pausa no Palácio da Cidade, conduzida pelo ex-jogador de vôlei Carlão. "Foi uma festa maravilhosa. Fiquei muito emocionado, principalmente quando passei em Laranjeiras e o povo gritou meu nome", comemorou Carlão. "Há muito tempo não sentia uma emoção assim", afirmou.
Lá, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e a Prefeitura do Rio fizeram homenagens aos parentes do atirador Guilherme Paraense, primeiro medalhista de ouro do Brasil, em Antuérpia-1920, e do bicampeão olímpico Adhemar Ferreira da Silva, Helsinque, em 1952 e Melbourne, em 1956.
A primeira mulher sul-americana a participar dos Jogos Olímpicos, em Los Angeles-1932, a nadadora Maria Lenk também foi homenageada, assim como a seleção masculina de vôlei, campeã olímpica em Barcelona-92, por ter sido a única medalha de ouro coletiva em Olimpíadas até hoje.
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Edited by - Meg on 13/06/2004 23:47:08 |
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Spedito - 18/06/2004 : 15:39:53
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Chegada ao Brasil
A tocha olímpica chegou às 6h45 ao Brasil, primeiro país a recebê-la na América do Sul, em avião com o nome do deus grego Zeus. Foi a nona escala da tocha, que havia deixado a Cidade do Cabo (África do Sul).
Do aeroporto do Galeão, a chama foi para o Maracanã em um helicóptero da Força Aérea Brasileira, sob escolta de duas outras aeronaves. Sete aviões da FAB fizeram evoluções sobre o estádio.
Pelé, o primeiro brasileiro a carregar a tocha, às 9h05, chorou. "Deus me põe no momento certo. É a primeira vez que a tocha passa por todo o mundo, e Ele me botou para segurá-la quando o mundo está interligado", disse o ex-atleta.
Na saída de Pelé do estádio, um coro entoou o refrão "Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor". Pelé afirmou que a passagem da tocha coloca o Rio em evidência e que a cidade deveria aproveitar para mostrar que pode sediar os Jogos.
"Há uma grande preocupação mundial com a insegurança no Brasil. É o momento de mostrarmos que a violência é um problema de todos os países."
Questionado se o país poderia hoje sediar a Olimpíada, respondeu: "Não estamos preparados".
Frio
A tocha foi transportada em dia nublado. A temperatura mínima foi de 13 ºC. Xuxa e Zagallo, entre outros, usaram luvas.
O coordenador da seleção se emocionou, assim como o pugilista Popó. Zagallo passou a chama para Ronaldo cumprir os últimos 400 m do revezamento. O atacante foi ovacionado ao subir ao palco do aterro do Flamengo, no qual 30 artistas se apresentaram até a chegada da tocha.
Com só um canhão de luz iluminando Ronaldo, ele acendeu, às 18h04, a pira instalada no fundo do palco. A cerimônia terminou com um atraso de 1h45min em relação ao horário previsto, com a ginasta Daiane dos Santos levando embora a tocha, que estará no México a partir de terça-feira.
Percurso
Nas ruas da zona norte, os ex-jogadores Nilton Santos e Zico participaram do revezamento. Atletas e artistas eram maioria, mas representantes de movimentos sociais e empresários também carregaram a chama olímpica.
A psicóloga Tatiana Rolin e o músico Marcelo Yuka, do grupo O Rappa, levaram a tocha em cadeira de rodas. Nos Arcos da Lapa, Fernanda Venturini (vôlei) foi cercada e quase parou. "É natural. No centro é mais povão que vibra. É uma alegria que o brasileiro teve. E são poucas hoje em dia."
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Spedito - 18/06/2004 : 15:41:46
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Chama olímpica desembarca na Cidade do México após 36 anos da Folha Online
Após a passagem pelo Rio de Janeiro, a chama olímpica desembarcou nesta terça-feira na Cidade do México. A capital mexicana não recebia o símbolo há 36 anos, a última passagem havia sido em 1968 quando a cidade organizou a competição.
"Acreditamos que será um grande dia de celebração", disse o secretário do governo, Marti Batres, responsável pela passagem da tocha no país.
A tocha percorrerá 53 km na Cidade do México. A velocista Ana Guevara, campeã mundial dos 400 m rasos, é uma das personalidades mais conhecidas a carregar o símbolo olímpico. Além dela, outras 120 pessoas irão participar do revezamento.
Norma Enriqueta Basilio, que foi a primeira mulher a acender uma pira olímpica, nos Jogos do México, em 1968, fará a primeira volta com a chama no estádio Olímpico.
A Olimpíada da Cidade do México-1968, a primeira realizada na América Latina, ficou marcada pela violência. Dez dias antes da abertura oficial dos Jogos, estudantes entraram em greve e tiveram um conflito com as tropas oficiais do governo, que abriram fogo contra os manifestantes na Praça das Três Culturas.
Após a passagem pela Cidade do México, a tocha olímpica irá, na quarta-feira, para Los Angeles, nos Estados Unidos.
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Spedito - 18/06/2004 : 15:53:32
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Tocha olímpica inicia em Los Angeles sua passagem pelos Estados Unidos
da Folha Online
Depois de ter saído da Cidade do México, a tocha olímpica desembarcou nesta quarta-feira em Los Angeles (EUA), cidade que abrigou os Jogos em 1932 e 1984. A chama ficará nos Estados Unidos até sábado.
O revezamento da tocha começará na praia de Venice, onde será carregada pelo ator Sylvester Stallone e pelo novo proprietário do time de beisebol Los Angeles Dodgers, Frank McCourt. Em West Hollywood, a chama será levada pela atriz e apresentadora Ellen DeGeneres.
Cerca de 150 pessoas irão participar do revezamento em Los Angeles. O trajeto inclui as regiões de Santa Mônica, Westwood, Beverly Hills, Hollywood, Koreatown e Boyle Heights, antes de chegar ao estádio dos Dodgers, à noite.
O ator Tom Cruise entrará com a tocha no estádio e vai entregá-la ao pugilista ucraniano Vitali Klitschko, campeão mundial dos pesos-pesados do CMB (Conselho Mundial de Boxe). Em seguida, a tocha será passada para a nadadora Janet Evans, ganhadora de quatro medalhas de ouro olímpicas. Ela foi quem passou a tocha para o ex-boxeador Muhammad Ali na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Atlanta-1996.
Evans entregará o fogo para o campeão olímpico de decatlo, Rafer Johnson, que já carregou o símbolo olímpico em 1984 e 1996. Ao lado do prefeito James Hahn e da integrante do COI (Comitê Olímpico Internacional), Anita DeFrantz, o atleta acenderá a pira olímpica.
Na quinta-feira, a chama passará pelas cidades de St. Louis e Atlanta. No dia seguinte, finaliza seu giro pelos Estados Unidos em Nova York, candidata a organizar os Jogos em 2012. No sábado, o fogo embarcará para Montréal, no Canadá.
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Spedito - 18/06/2004 : 17:41:08
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Ginástica artística Sexta, 18 de junho de 2004, 08h58 Daiane fica sem sua técnica motivadora em Atenas Marcela Mourão Da Redação Terra "É uma frustração. A minha atleta está na Olimpíada, mas eu estou aqui, vendo pela TV". A declaração é de Adriana Rita Alves, técnica da ginasta Daiane dos Santos no Grêmio Náutico União (GNU) de Porto Alegre. Em entrevista ao Terra, ela disse que não conseguirá entrar no ginásio onde serão realizadas as competições de ginástica olímpica na Grécia. "Eu não consegui credencial com a Confederação porque são apenas duas, para o Oleg e para a Irina, e eu não tenho ingresso. O clube (GNU) me dá passagem e estadia, mas eu não consigo entrar no ginásio. Na Olimpíada de Sydney, a Dai foi de reserva, então morri na porta; essa, ela é uma das maiores celebridades do país e eu não consigo entrar. A Dai foi feita aqui por nós, ela continua vinculada, é atleta do União, mas quando chega no topo eu não tenho como acompanhar, então é preocupante e lastimável".
É preocupante porque, de acordo com Adriana, é importante que os técnicos brasileiros sejam lembrados, mesmo que hoje os responsáveis pelo sucesso das atletas da Seleção sejam o casal ucraniano Oleg Ostapenko e Irina Iryashenko. "Hoje, a Seleção é composta de treinadores estrangeiros, só que vai chegar uma hora em que eles vão embora, e somos nós quem tem que fazer essa base. Por isso, precisamos de um apoio da Confederação, de uma estratégia para que nós tenhamos o suporte técnico desses que são considerados os melhores do mundo, para quando tivermos que voltar a assumir a posição de treinadores principais, tenhamos conhecimento para fazer isso".
Mesmo não sendo da equipe técnica da Seleção Brasileira, Adriana costuma ser presença constante ao lado de Daiane durante suas apresentações em competições nacionais e internacionais e a própria ginasta já ressaltou a importância disso em diversas entrevistas. A relação que as duas criaram após quase dez anos de treinamento é de confiança, de acordo com a técnica gaúcha. "Eu considero a Daiane a minha filha, mesmo não tendo idade para isso. Então, às vezes, só no olhar, ela já sabe o que eu gostei, o que eu não gostei. É muito comum ela entrar para fazer uma série e, se eu estou perto, ela só me olha. É uma questão de convívio de muitos anos".
Não é só com Daiane que isso acontece. A relação dos técnicos com os atletas de ginástica é como a de uma família. "A rotina de uma atleta criança hoje, aqui do clube, é: ela entra para o treino da manhã, das 8h30 ao meio-dia, almoça aqui, vai para escola com o transporte do clube - a escola particular é conveniada com o clube e elas não pagam nada. Após a aula, o transporte traz ela da escola de volta ao clube para o segundo turno até as 20h. Depois, o transporte leva ela para casa. Então o vínculo que elas criam conosco é muito grande".
Um talento descoberto aos 12 anos
Adriana foi apresentada para Daiane por uma professora de ginástica da escola estadual onde a menina de 12 anos estudava. No entanto, à primeira vista, a técnica não acreditou que aquela "mocinha, meio gordinha" pudesse ter futuro. ""Mas olha ela saltando", me disse essa professora cuja filha já era aluna minha. E, realmente, impressionou. Aí o Kiko, o outro treinador dela, e eu a convidamos para vir. Ela ficou em um período de experiência, no qual ela vinha, faltava, vinha, faltava. Ela não tinha uma condição financeira muito boa, não era pobre, pobre; ela vivia bem, mas sem muito. Então começamos a investir nela e, em dois anos, já era da Seleção Brasileira Juvenil e seguiu direto na Seleção Brasileira".
Mas falando assim, parece que foi simples. Adriana conta, porém, que a "gauchinha de ouro", como é conhecida, passou por um período de provação. "Ela enfrentou um pouco de preconceito e um pouco de inveja de outras atletas, porque ela apareceu do nada e um pouco tarde. Também teve muito aquele papo de "ah, mas negro fazendo ginástica", tem muito negro fazendo ginástica sim, no mundo inteiro. Mas isso foi só por um período. Hoje já não ocorre mais".
Adriana disse que Daiane provou que tinha potencial ao se alimentar de uma "raiva positiva", como ela coloca: "ela sofreu preconceitos por treinadores que no Brasil eram tidos como experientes, russos, inclusive, que diziam que ela não iria dar em nada. Me diziam "ela nunca vai ser campeã mundial" e, na época, nem nós imaginávamos em campeã mundial mesmo, mas sabíamos que potência ela tinha. Tinha um que dizia, "a minha atleta vai fazer elemento X antes da Daiane", então foi criando uma disputa, menosprezando a capacidade dela e nós fomos fazer o outro lado, usamos isso, de que não ia dar certo, porque começou tarde, não tem base, não tem técnica, para mostrar que dava".
Daiane começou a treinar em 1995, aos 12 anos, e em 1997 já tinha vencido o sul-americano juvenil no solo, sua especialidade na ginástica olímpica. Nessa época, o Brasil já estava vendo brilhar Daniele Hypólito, que é uma das maiores ginastas do país e também esperança de medalhas, principalmente, na trave. Adriana diz que o "boom" de Daiane foi durante o Pan-americano de Winnipeg, no Canadá.
"Quando chegou em 1999, a Dani foi favorita a seis medalhas de ouro e a Daiane foi sem nenhuma pretensão. No fim, por uma pressão, ou seja lá por quais problemas, a Dani não conseguiu, o que é normal na carreira de grandes atletas, e a Dai, que foi de sangue doce, acabou com duas medalhas. E aí, claro, uma negra, de família carente, carismática, encantando pela espontaneidade e naturalidade, vibrando, cativou o público e foi adotada pela mídia. A partir daí ela teve uma carreira de sucesso. As perdas e as derrotas foram pequenas".
Daiane sob a visão da Adriana
"Ela é uma ginasta que, além de treinar muito, tem um sucesso grande. Às vezes ela nem está tão bem emocionalmente, mas chega na hora e consegue fazer bem as provas".
"Ela é a única ginasta que passou pela nossa mão que eu nunca ouvi falar que queria desistir, nem teve algum tipo de pensamento "eu não vou conseguir". Eu nunca ouvi a Daiane dizer isso. Não é da característica dela. Se teve, ela escondeu muito bem, porque nunca demonstrou e nem se refletiu nos exercícios".
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Nem todos agradam gregos e troianos. |
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Spedito - 24/06/2004 : 08:04:36
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Sobreviventes do WTC carregam tocha olímpica por Nova York
Das agências internacionais Em Nova York (EUA)
A tocha olímpica chegou neste sábado a Nova York (EUA), cidade que pretende receber os Jogos de 2012 -é uma das cinco candidatas finais.
 Tocha passa diante da Estátua da Liberdade, próxima ao porto de Nova York
Após uma cerimônia no Athens Square Park, no bairro de Queens, Bob Beamon, ouro no salto em distância de 1968, começou o percurso de 55 quilômetros pela cidade.
Nascido em Queens, Beamon correu acompanhado por centenas de espectadores, muitos deles portando bandeiras gregas.
Nova York é a 14ª cidade a receber a tocha olímpica em seu tour mundial -no domingo passado, ela estava no Rio de Janeiro.
"Queens representa o mundo todo, porque é o bairro mais cosmopolita na cidade mais cosmopolita do mundo", afirmou o prefeito nova-iorquino, Michael Bloomberg.
Por lá também estava Gianna Angelopoulos, presidente do comitê organizador de Atenas-2004. Entre os portadores da chama que desfilaram pela cidade estão sobreviventes dos atentados de 11 de setembro de 2001.
No final do percurso, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, acendeu a pira olímpica para manter a chama acessa, mesmo gesto que coube ao jogador Ronaldo no Rio.
A próxima cidade a receber a tocha olímpica será Montreal. A cidade canadense sediou os Jogos de 1976 e será o último local por onde passará a chama antes de chegar à Europa.
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Spedito - 24/06/2004 : 08:07:37
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Montreal é a 15ª parada da tocha antes de voltar à Europa
Das agências internacionais Em Montreal (Canadá)
"A tocha olímpica passou neste domingo por Montreal, no Canadá francês, local das Olimpíadas de 1976.
Ouro nas duplas de tênis em Sydney-2000, Sebastian Lareau carregou a chama até o Mount Royal, onde se localiza o Oratório St. Joseph, um dos símbolos da cidade. Por lá, um grupo de figurantes usava roupas da Grécia Antiga e bandeiras atuais do país europeu estavam hasteadas.
Modelos também usavam vestes brancas e interpretavam sacerdotisas da deusa Atenas.
Medalhistas do passado e políticos da atualidade desfilaram com a tocha olímpica pela cidade. Montreal é a 15ª parada da chama olímpica de um total de 33 cidades que a receberam.
A próxima parada é Antuérpia, na Bélgica, local da Olimpíada de 1920. A chama retorna ao continente europeu nesta segunda e circula por lá até voltar para a Grécia, onde no dia 13 de agosto começam os Jogos Olímpicos.
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Spedito - 24/06/2004 : 08:09:02
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Tocha chega a Antuérpia para roteiro europeu
Das agências internacionais Em Bruxelas (Bélgica)
A tocha olímpica chegou na Europa nesta segunda-feira para percorrer as últimas 17 cidades antes de voltar para Atenas, na Grécia, para os Jogos Olímpicos de agosto. Vinda de Montreal, no Canadá, ela está agora na Antuérpia, na Bélgica, sede das Olimpíadas de 1920.
Seu caminho pela Europa passa por todas as cidades que já receberam os Jogos Olímpicos anteriormente, incluindo Londres, Moscou, Estocolmo, Roma e Barcelona. A viagem da tocha teve início no dia 25 de março, na Grécia, e para lá retorna dia 9 de julho, chegando em Atenas para início dos jogos, dia 13 de agosto.
Durante cerimônia da tocha em Antuérpia, nesta segunda, tradições antigas ainda usadas nas Olimpíadas foram recriadas, como o juramento e a entrada da bandeira com os cinco arcos coloridos. Foi na mesma cidade, em 1920, que pombos brancos foram usados pela primeira vez nos Jogos Olímpicos como símbolo da paz, lembrando o fim da Primeira Guerra Mundial, acontecido dois anos antes.
A tocha passará pelas mãos de 140 pessoas, que a carregarão por mais de 48 quilômetros. O campeão olímpico de 1964 nas Olimpíadas de Tóquio, nos 3 mil metros com obstáculos, Gaston Roelants é o primeiro.
Na terça, a tocha segue para Bruxelas, quando inicia sua corrida pela cidade a partir da praça Robert Schuman, onde fica a sede da União Européia. Somente na quarta ela deixa a Bélgica e parte para Amsterdã, na Holanda.
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Spedito - 24/06/2004 : 08:11:02
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22/06/2004 - 09h47 Tocha olímpica passa em frente ao parlamento europeu
Das agências internacionais Em Bruxelas (Bélgica)
Na sua segunda escala na volta à Europa, a tocha olímpica passeou em frente ao parlamento da União Européia localizado na cidade belga de Bruxelas. Os condutores da chama foram a comissária de Esportes e Cultura da entidade, Viviane Reding e o grego Stavros Dimas.
 O ator Pascal Duquenne conduz a tocha pelas ruas do centro histórico de Bruxelas
"Normalmente apenas as cidades que já foram sede de Olimpíadas recebem a tocha, mas nós persuadimos os organizadores para que eles quebrassem as regras", explicou Reding, que fez questão de ressaltar que a capital belga é um símbolo do continente.
Além da sede do parlamento europeu, a chama olímpica passou por outros pontos importantes da cidade de Bruxelas como o centro histórico e a Grande Praça, último local do trajeto. Agora o símbolo segue para a cidade de Amsterdã, na Holanda.
A tocha chegou à Europa na última segunda-feira vinda de Montreal, no Canadá. A primeira cidade européia a receber o símbolo foi a Antuérpia, na Bélgica, sede dos Jogos em 1920. Em Bruxelas, a chama completa metade do percurso programado.
Antes de voltar à Atenas, no dia 9 de julho, a chama passará por mais 15 cidades que já foram sede das Olimpíadas. A cerimônia de abertura dos Jogos acontece no dia 13 de agosto.
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